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Poucas palavras, pequenas compreensões e vários sentires.

domingo, 17 de abril de 2011

DESEJANDO A ETERNIDADE

Fragmento de um romance sem nome


(...) O tempo e este corpo de morte, minhas algemas, minhas prisões. Minh’alma enquista-se, transborda de desejo, entristece-se por não poder consumar seu encontro com o fim de todas as cousas, encontrando a paz eterna além dessa trágica e limitada existência humana.

Esses pequenos toques na eternidade causam desejo de transcendência, causam desespero pelo porvir. Desespero de quem quer beber da eternidade, no entanto, tal momento lhe é privado(por enquanto).

Essa vida sem significado, essa existência transitória e frágil, é muito pequena para a imensidão daquilo que nos espera, quando este corpo de morte será rasgado, e um ser, semelhante a um anjo, voará em direção a uma liberdade indizível junto de Deus. Encontrando-o num lugar onde não haverá mais dor, nem tristeza. 

Lá, andaremos no Amor e na Paz que advém de uma fonte inesgotável, perene, onde a transitoriedade da repetição se extingue para sempre, onde iremos nos encontrar face a face com o Perdão.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Compreensões capturadas


"A compreensão da existência é bem mais fácil quando a aceitamos tal qual ela é."

"É preciso saber viver COM e SEM."

"Para algumas perguntas a melhor resposta é o silêncio."

"O mandamento não é seja feliz, e sim, ame ao próximo."

"A ausência das pessoas que amamos “onera” o significado e a importância das mesmas."

"A vida é muito efêmera para ficarmos desperdiçando tempo com conflitos irrelevantes."

Paulo Victor

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Caminhando pela cidade

   Fragmento inocente de um futuro romance.
Caminho pela cidade a passos lentos com o coração levemente terno. Deparo-me com uma templo suntuoso, a construção é grandiosa e magnífica, uma arquitetura neogótica. Sinto desejo de entrar, aproximo-me e percebo que meu campo de visão não tinha observado as grades e as portas fechadas que agora separam-me da súbita visita ao interior do templo. Tento encontrar alguma entrada, algum espaço por onde meu corpo possa passar, mas é em vão, tudo está fechado, trancafiado e bem protegido, o sagrado deve estar bem seguro lá dentro.
Desisto de minha procura, distancio-me, olho para o templo, e me pergunto por onde os pobres e necessitados devem entrar? Será que existe alguma passagem secreta? Bem, é melhor esquecer tudo isso e continuar caminhando, o dia começa a escurecer.

domingo, 14 de novembro de 2010

EUS

Não
Não há rótulos neste corpo de miscelâneas de eus
Sou isto e aquilo há um só tempo
Sou eus

Não
Não é contradição
É mistura, aprendizado e construção
É o paradoxo da harmonia dos eus

Sim
É o sim ciclopico da vida
Da liberdade
Da afirmação
Da verdade variante da existência

Sim
É o sim do desejo
Do desespero
Do mais
Do sentir
Da angústia
Da alegria
É o sim da vida
Do fogo
Da brasa
E do infinito